Por excesso de amor em mim
Já que sou feita de puro romantismo
Me transformo em uma criatura assustadora
Contrariando o que penso em tudo o que eu digo
E eu agindo como se fosse real toda aquela fantasia
Por excesso de amor em mim
Eu simplesmente me anulo dia-a-dia
Enchendo de parênteses minhas concretas exclamações
E pondo vírgulas intermináveis onde deveria ter um fim
Por excesso de amor em mim
Eu fujo de tudo o que amo
Eu luto contra quem me apaixono
E derroto sempre meu próprio coração
Por excesso de amor em mim
Não olho ninguém com seriedade
Não admito ser vista com bons olhares
E me derrubo sempre do meu delicado pedestal
Tudo isso por conter tanto amor em meu peito
Amor que corre em mim feito veneno eterno
Agravando meu estado alarmante de tão rara sanidade mental
Me condenando à solidão sem sim pelo medo
De acabar realmente me entregando a alguém no final.
Nenhum comentário:
Postar um comentário